Metrópole

Caminhava com passos duros e rápidos
Quase corria - e era medo.
Não era pressa de chegar,
Mal sabia para onde ia.

Andava séria, desconfiada
Com a frieza que só as pessoas de metrópoles têm.
Por dentro, gritava. Se questionava, chorava.
Com a fragilidade que a cidade a obriga a esconder.

Quem mora em cidades assim sofre de perspectivas
Não importa a alma, a saúde, o coração.
Mas a economia, o dinheiro, a corporação.
Pessoas duras ? quebradas, por dentro.

Em meio ao concreto e a poluição,
Sufocada por arranha-céus,
Sem conseguir enxergar horizontes,
Buscava arco-íris na cidade cinza.

O que de mais humano encontrou
Foi uma tristeza.
Morava ali; e psicólogo nenhuma tirava
Acabou por levar a pobre garota ao final do arco-íris ? e não era pote de outro que havia ali.

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