Paradoxo

Eu não suporto esse seu jeito de criança
Que me cativa, me deixa sem jeito
Que pede colo, um acalento ao peito
E que insiste em não deixar a lembrança

Eu não suporto esse seu sorriso largo
Que me derrete, me vence sem perdão
Que quando sei que não sou dele a razão
Torna o meu próprio sorriso amargo

Eu não suporto esse seu olhar inocente
Que me desnorteia, me deixa sem sentidos
Que mesmo minha raiva tendo seus motivos
Acaba sempre confundindo minha mente

Mas, o que eu menos suporto em você
É você ser tão suportável, que chega a ser vital
É me fazer pensar que a você não há outro igual
E não suportar a idéia de nunca te esquecer.

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