Viver, morrer... E nascer de novo.

Vida. Morte.
Biologicamente falando, parece simples.
Mas contentar-se com essa explicação é ser simplista demais.
A todo instante, morremos e renascemos.
Tem uma frase de um poema de Luiz Fernando Veríssimo que diz: "Porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
E isso é bem verdade. Quem tem medo de viver, de experimentar, de sofrer, e economiza vida, já morreu há tempos.
Porque sofrer desilusão amorosa é morrer por dentro.
Porque quando perdemos um ente querido, uma parte de nós morre junto.
Porque todas as vezes que choramos de tristeza, uma parte de nós se esvai com as lágrimas.
Parece trágico demais, mas não é. A graça está justamente aí.
Porque amar de novo depois da desilusão é ter outra chance de viver.
Porque um sorriso depois da lágrima renova a vida dentro da gente.
Porque um novo nascimento na família é uma segunda chance.
Viver é isso. Morrer um pouco, para reviver novamente um pouco depois. É como o dia e a noite... O dia morre para a noite nascer, mas então renasce quando a noite morre, e assim acontece todos os dias.
Viver sem sofrer é apenas sobreviver. Porque quando as coisas são estáveis demais, nós nos acomodamos. É o sofrimento que nos mata e nos faz parar pra pensar, e assim evoluirmos para renascermos como pessoas melhores.
Por enquanto, estou no limbo. Mas aguardo ansiosamente minha vez de renascer.

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