fecho os olhos. começo a escrever um poema cujo nome não sei - e ele tem palavras doces como sorrisos, palavras doces como jamais imaginei ver escritas em papel. tão branco papel.. mantenho intacta a sua candura; minhas palavras não o sujam ou o tornam mais pesado.
não. até o deixam mais leve.
meu poema, o carrego como um balão. com um cuidado de criança, carrego o meu balão; com um cuidado de criança, o entrego à minha mãe, ao meu amor, ao meu irmão.
para que me leiam. para que me guardem consigo.
lêem. e todos, todos eles choram.
seu poema, eles me dizem, doce e etéreo como os sonhos, é como você, marina. quanto mais doce, mais triste. mais inexoravelmente triste..
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